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A realidade de Sua humanidade
Lição 3: 19 de abril de 2008
"A realidade de Sua humanidade"
Herbert E. Douglass *
Texto traduzido do Comentário Spectrum da Lição da Escola Sabatina de 12 a 19 de Abril/2008, “A realidade de Sua humanidade”
Jesus repeliu todas as flechas atiradas por Satanás, engajado num combate pessoal “em todas as coisas”, como você e eu.
Nenhum tópico ou série de versos bíblicos poderia ser mais importante do que a lição desta semana. Mesmo se dedicássemos treze semanas para este assunto, não esgotaríamos o enorme significado da “realidade da sua humanidade"! Isso é mais que um exercício teológico. As experiências pessoais de cada homem, mulher ou criança que respira neste planeta hoje são diretamente afetadas pelo seu entendimento sobre quanto “real” foi, e ainda é, a humanidade de Cristo!
Quando Gálatas 4:4 nos conta que Jesus era “nascido de mulher, nascido debaixo de lei”, nós imediatamente somos forçados a perguntar: “Que tipo de mulher?” e “Que tipo de Lei”? Muita confusão sobre Maria tem dividido o cristianismo por centenas de anos. Maria não era a “Rainha do Céu”. Maria, por sua vez, não nasceu de algum tipo de Imaculada Conceição. Ela nasceu como todas as mulheres judias, e como seu Filho nasceria, aceitando “os resultados da obra da grande lei da hereditariedade”.
Maria e seu Filho eram ambos nascidos “sob a lei”. Mas, Jesus tinha uma missão especial: Ele veio para redimir a humanidade a escravidão da Lei. Não há nada errado com a Lei, mas, a humanidade estava “amaldiçoada” porque ela não cumpriu o propósito da Lei. Jesus nos “resgatou da maldição da lei” (Gal. 4:13). Mas, Paulo não disse que Jesus estava “amaldiçoado”, mas em sua vida e morte, ele aboliu a maldição, demonstrando que a Lei era “santa, justa e boa” (Rom. 7:12) e podia ser obedecida pelos outros assim como Ele foi obediente (Apoc. 3:21).
Isso contém muita realidade, mas ainda há mais. Paulo insistia que nós deveríamos compreender o significado da humanidade de nosso Senhor. Gregory de Nazianzo (início do quarto século AD) compreendia Paulo: “Pois aquilo que Ele não assumiu Ele não curou”. Observe a conexão soteriológica na cristologia de Paulo, que para muitos teólogos é a essência da humanidade de nosso Senhor.
” Portanto, visto como os filhos são participantes comuns de carne e sangue, também ele semelhantemente participou das mesmas coisas, para que pela morte derrotasse aquele que tinha o poder da morte, isto é, o Diabo; e livrasse todos aqueles que, com medo da morte, estavam por toda a vida sujeitos à escravidão. Pois, na verdade, não presta auxílio aos anjos, mas sim à descendência de Abraão. Pelo que convinha que em tudo fosse feito semelhante a seus irmãos, para se tornar um sumo sacerdote misericordioso e fiel nas coisas concernentes a Deus, a fim de fazer propiciação pelos pecados do povo. Porque naquilo que ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que são tentados”. (Heb. 2:14-18)
Não é difícil para um aluno da 6a. série entender! Jesus repeliu todas as flechas atiradas por Satanás, engajado num combate pessoal “em todas as coisas”, como você e eu. Jesus venceu e Satanás perdeu! E daí? Para que assim pudéssemos saber sem a menor dúvida que possuímos um Senhor vivo, nosso Sumo Sacerdote, cuja principal atribuição é nos conceder através do Espírito Santo aquela mesma espécie de apoio mental e emocional que Ele precisou quando estava passando pelo mesmo tipo de tentação/atração/apelo de Satanás dois mil anos atrás.
A principal razão para o correto entendimento da humanidade de Jesus repousa no seguinte princípio: Sabemos que Jesus era um humano “real”, sem qualquer vantagem especial, enfrentando os mesmos desafios de crescer como um adolescente e jovem adulto, encarando frente a frente as mesmas atrações e tentações que todos os jovens enfrentam hoje. Saber que Jesus esteve aqui encarando as mesmas coisas que todos os jovens e idosos enfrentam hoje, esse tipo de consciência constitui-se na “Diferença Jesus”. Sem esse conhecimento, Jesus certamente não tem nada realmente a dizer; exceto estender “perdão” quando requeremos. E isso não conta muito para aquilo que Deus deseja realizar em seu Plano de Salvação!
E quanto àqueles que sofrem, ou duvidam, ou enfrentam solidão, ou senso de derrota, o quê eles podem esperar da “Diferença Jesus”? Uma porção de coisas! Paulo certamente compreendia o que estamos focalizando:
”Tendo, portanto, um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou os céus, retenhamos firmemente a nossa confissão. Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer- se das nossas fraquezas; porém um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado. Cheguemo-nos, pois, confiadamente ao trono da graça, para que recebamos misericórdia e achemos graça, a fim de sermos socorridos no momento oportuno”. (Heb. 4:14-16)
A "Diferença Jesus", de fato, vem em duas vias com exatamente aquilo que precisamos para todas as ocasiões enquanto os dias passam: Ele oferece gratuitamente tanto “misericórdia” e “graça”, como perdão e poder. Definições limitadas sobre graça confundem a “Diferença Jesus”: graça em seu significado pleno é tudo aquilo que precisamos para lutar contra o inimigo.
Nunca saberíamos quão próximo Jesus veio até nós neste mundo vil se Paulo não tivesse enxergado a conexão entre sua soteriologia e sua Cristologia, entre seu entendimento do plano de salvação divino e a realidade da humanidade de nosso Senhor.
* Herbert E. Douglass é teólogo, administrador acadêmico aposentado, e autor de vinte e dois livros. Ele reside em Lincoln, Califórnia, Estados Unidos.
Tradução: Classe Universitários
IASD de Jd. Estádio
www.oestadio.com/escola.shtml
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