Lição 06. Segundo trimestre. 03 a 10 / 05 / 008
Comentários de Gilson Nery
Esc. Sabatina.
O
d e s a f i o d e S u a s
d e c l a r a ç õ e s
Estes desafios de
Suas declarações partem do fato de Que Ele foi declarado Filho de Deus com
autoridade segundo o espírito de santidade, pela ressurreição dos mortos –
Jesus nosso Senhor. Rom. 1:4; é verdade que quando Cristo fez estas declarações
desafiadoras não tinha ainda passado pelas experiências da morte e da
ressurreição, conforme o texto citado acima, mas, quando pronunciava os Seus
desafios, Ele já era, em Si Mesmo, a Ressurreição e a Vida. João 11:25. A Sua Presença aqui em nosso planeta, como Deus feito
Homem, já era, em Si Mesmo, um desafio de dimensões infinitas e, assim sendo,
as Suas declarações não poderiam ser de natureza diferente. Cristo aceitou
todos os desafios desde o passado eterno quando venceu como Filho de Deus e,
agora, estava Ele no campo de batalha como Filho do Homem vencendo cada
batalha, e, portanto, com autoridade para fazer declarações desafiadoras e, até
mesmo dizer palavras de desafios como estas : “Quem dentre vós Me convence de pecado?” ( João 8:46 ), até mesmo
anjos rebeldes davam testemunho de Sua santidade ( Mc. 1:24 ), portanto, o
desafio de Suas declarações Lhe eram mais que legítimas; certa vez a policia
dos fariseus e dos sacerdotes ( deviam ser os cavaleiros templários daquela
época ), foi comissionada para prendê-Lo
( João 7:32 ),mas, ao invés de fazê-lo, voltaram presos pelos desafios
de Suas declarações,afirmando que “nunca
homem algum, falou assim como Ele,” ( João 7:46 ), permitam-me repetir aqui
as palavras de alguém, relatadas em meu comentário da lição 04 deste trimestre:
“As Palavras de
Cristo possuem o encanto da antiguidade , com o frescor da atualidade, a
singeleza de uma criança com a sabedoria de um Deus, a brandura de uma caricia
de amor, e a força de um raio fendendo as montanhas.” Comp/c. Sl. 119:103;33:6 e 9;Ireis 19:12;Isa. 40:8;IPd.
1:23;Jr. 23:29;II Tes. 2:8. Cristo é apresentado nos Evangelhos como O Cordeiro de Deus
( João 1:36 ), mas também é apresentado como o Leão da
tribo de Judá ( Apc. 5:5 e 6 ). Como o Cordeiro de Deus, os desafios de Suas
declarações são espírito e vida para todos ( João 6:63
), mas um dia Ele passará a fazer desafios e declarações, como o Leão da tribo
de Judá para aqueles que O rejeitaram como Redentor único, Intercessor Único,
Sacerdote Único e Sumo Sacerdote Único. Comp/c. Apc. 19:15;
Permanece
ainda, perante a humanidade, os desafios de Suas declarações de amor, carinho e
salvação; aceitemos estes Seus desafios de um Cordeiro agora para que não
tenhamos que ouvir, muito em breve, as Suas declarações como o Leão da tribo de
Judá. Amém!
Verso para memorizar :
Nunca ninguém falou e nunca ninguém falará como Ele falou porque
além de ser um Homem, era, é e será eternamente o “Grande Eu Sou” Todo
Poderoso. João 8:58.
Nota da
pág. 68 – Prostitutas entrando no reino
de Deus, antes de tantos considerados justos?!?. Em
primeiro lugar devemos nos lembrar que o Reino de Deus possui dois aspectos, o
período da graça, ou o Reino da graça, introduzido aqui em nosso planeta logo a
seguir a entrada do pecado de nossos primeiros pais oficiosamente, e,
estabelecido oficialmente com a morte e ressurreição de Cristo; quando Cristo
disse que as prostitutas estavam entrando no reino de Deus antes daqueles que
se consideravam justos aos seus próprios olhos, este Reino mencionado, era o
Reino da graça, que já se encontrava entre eles ( Lc.
17:20-21. Al.Rev.C. antiga ), e não o Reino da glória que será uma realidade
visível, física e literal no futuro, aqui em nosso planeta quando Deus criar
novos céus e uma nova terra e onde moraremos eternamente, depois de sermos
transformados de mortais para imortais e de corruptíveis para incorruptíveis.
Note o seguinte: Todos os pecadores, por mais negros que possam ser, devem
entrar para o reino da graça agora, para que se preparem para o batismo e sejam
recebidos neste Reino da graça para que, no futuro, possam entrar na Cidade
Eterna pelas portas ( Apc. 22:14 ), neste reino da glória nenhuma prostituta ou prostituto, entrará, a menos que se convertam pelo poder do Evangelho
de Cristo. Apc. 21:8;22:15.
Parte de domingo. Sobre o casamento e o
celibato.
Perg. 01
– O que está claro é a questão do casamento original celebrado por Deus; Deus
fez apenas uma Eva para Adão e um só Adão para Eva, e, segundo a interpretação
de Cristo, esta instituição original deveria ser mantida sem mudanças ( Mt. 19:4-6 )e, que uma nova núpcias só seria justificada
por motivo de prostituição. Mt. 19:9.
O celibato.
Não deve haver separação, mas se houver, por outros motivos que
não seja a prostituição, tanto um como o outro cônjuge, deve ser celibatário,
ou, reatar os laços matrimoniais; terão que considerar e analisar bem o que
seja mais fácil resolver, o reatamento ou uma vida de celibatário. Não sendo possível nem uma coisa nem outra,
apelar para Aquele que faz o impossível, se o problema estiver relacionado a natureza sexual, lembrar-se que pelo poder de Deus, até um
machado sem o cabo flutuou na água ( II Reis 6:1-7 ) e, que a rotação do nosso
planeta esteve parada por um dia inteiro ( Jos. 10:12-14, complementando com
Isa. 38:7 e 8;II Reis 20:8-11 ) e isto, sem que houvesse nenhuma alteração no
ritmo da vida em geral do planeta. Se Deus realizou tamanhas façanhas na natureza
inanimada, não poderá, neste caso que estamos considerando, uma mudança na
natureza sexual de um filho Seu que é zeloso em não transigir com as Suas leis
e Seus princípios? Ler. Mt. 19:26.
Uma palavra sobre o divorcio por qualquer
motivo na lei de Cristo na época de Moisés.
Dt.
24:1-4 – Esta tolerância está para situações excepcionais e circunstanciais;
aquele povo tinha convivido mais de 200 anos no Egito vivendo segundo os
costumes pagãos; imaginem quanta complicação emaranhada deveria existir entre
aquele povo no que diz respeito a relacionamentos conjugais e extra conjugais!?! Moisés já pegou o “Bonde” que já estava
andando na contra mão dos princípios das leis de Deus, a mais de 200 anos;
imaginem uma população de mais de dois milhões de pessoas ( 600.000,
sem contar mulheres e crianças. Exd.14:37 ) e seus complicados embaraços
conjugais adquiridos durante os mais de 200 anos de servidão Egípcia. Depois de
setenta anos de cativeiro babilônico e na época da reforma de Esdras e Neemias,
apenas 50.000 pessoas, estavam sob a administração destes líderes do povo, e,
note o tremendo emaranhado e embaraçosa situação em que se encontravam
: Esd. Cap. 9 e cap. 10, particularmente os versos 11,12 e 19; Neem. 13:1,23-26; agora voltemos ao êxodo do povo Judeu sob a
liderança de Moisés: Foram 215 anos no Egito, mais 215 na Palestina, perfazendo
um total de 430 anos de convivência com povos pagãos ( Gen. 15:13;Exd.
12:40-41;Gl. 3:17 )e, mais de dois milhões de pessoas, conforme apresentado
acima. Dt. 24:1-4, foi uma medida emergencial para uma situação inicial de uma
reforma sem precipitações e maiores desastres sociais, e, não uma medida
permanente a nível de todo tempo futuro. Partindo
deste contexto histórico, circunstancial e emergencial, é que devemos entender Dt. 24:1-4;
Jesus Cristo evidenciou isto em Mt. 19:8.
Uma palavra sobre 0s Eunucos. Dt. 23:1. O eunuco
a quem foram esmagados ou cortados os testículos, ou ainda, tirado o membro
viril; Trad. Matos Soares, não deveria participar da
Assembléia do Senhor. Esta Assembléia mencionada deve referir-se ao Santuário
de Deus no qual pessoas e coisas deveriam ser
consideradas figuras e símbolos da perfeição do Messias vindouro e Suas funções
redentivas e Sacerdotais. Naquela época existia, entre os cananêus, o costume
de castrar os seus ministros que ministravam dentro dos seus santuários e,
entre estes, existiam os prostitutos cultuais que se castravam a si mesmo, para
praticarem o sodomismo cultual, ou seja, cultos abomináveis nos santuários
pagãos, ou que, eram castrados por outros, tirando deles os seus membros viris,
assim como os seus testículos. Veja e compare, I Reis 14:24;15:12;22:47;Jô
36:14; Estes eram os Eunucos que não
seriam aceitos na Assembléia do Senhor do texto acima; os Eunucos; de Mt. 19:12, nada tem que ver com esta classe.
A
mensagem essencial de Jesus é que devemos entrar nos planos originais de Deus
estabelecidos antes do pecado sobre o matrimônio. Mt.
19:4-6 e o verso 8.
Perg. 02
– De que forma? Separados por qualquer motivo, ou por outros motivos? Quando for impossível conviver com um cônjuge
por outros motivos, neste caso que não seja o adultério, é que é exigido destes
cônjuges se tornem Eunucos por causa do Reino de Deus de que falou Jesus
Cristo.
Parte de segunda feira. Sobre o perdão. ( Mt. 18:21-22 )
Não é
possível perdoarmos genuinamente e de coração, se primeiramente não formos
perdoados por Deus, nós não podemos dar perdão se não tivermos perdão para dar,
por isso devemos pedir o perdão de Deus para que possamos ter perdão para dar;
a inspiração nos diz que não existe e nunca existiu perdão incondicional ( PP 554:3 ), mas esta condição é subseqüente e não precedente; ler com muita atenção Mt. 18:23-35, e notar que aquele servo deste texto, foi primeiramente perdoado, ele foi perdoado
para perdoar, ver os versos 32-33; quando Jesus disse que se não perdoarmos aos nossos devedores não seremos perdoados, em
Mt. 6:15, estava se referindo a permanecer no perdão
já recebido de Deus para nos possibilitar dar perdão e, se não o fizermos,
perderemos a bênção do perdão já recebido; Mt. 6:12 precisa ser entendido na base de
Mt. 18:32-33, ou seja, perdoar as nossas dividas para
que possamos perdoar os que nos devem; com base neste contexto deste assunto, o
sentido da oração modelo, o Pai nosso, sobre o perdão, creio que deveria ser
este: Perdoa-nos as nossas dívidas para que possamos perdoar genuinamente os
nossos devedores assim como Tu nos perdoastes a nós.
Quantas vezes Deus nos perdoa
? Segundo as Palavras de Cristo, estas vezes são multiplicáveis ao
infinito, ou seja, 70X7, ou ainda, “70X7X;”
em um sentido literal, uma pessoa que viva 70 anos e, visto como todos, de
uma forma ou de outra, pecam todos os dias, teriam cometido, na base de apenas
um pecado por dia, 25.550 pecados em sua existência, mas se colocarmos mais uns
dois e três pecados por dia, já viu para onde vão estas cifras; mas como estas
palavras de Cristo não são referentes a números literais ( graças a Deus
)podemos assim colocar mais um xis ( X ) nesta multiplicação e termos assim, 70X7”X”, isto significa que Deus está sempre nos perdoando muitas vezes por
dia durante toda a nossa vida para que
possamos, também, perdoar os que nos devem e nos ofendem e, desde que todos os
dias aceitemos o Seu perdão e humildemente Lhe pedirmos este Seu perdão
confiando inteiramente nos méritos do Ministério Sacerdotal de Cristo; precisamos,
no entanto, não esquecer que o pecado voluntário, premeditado e de mão
levantada ( afoito ), ou ainda, deliberadamente sem nenhuma intenção de parar
de pecar, não está incluído neste numero de perdão. Ver Heb. 10:26-29.
Sobre o perdoar e o reatar relações. Temos o
dever sagrado de perdoar a todos, mas isso não significa que, em todos os
casos, temos que reatar relações de amizade ou conjugais; imaginem reatar uma
relação conjugal
com um cônjuge que já vive com outro cônjuge! Quanto á odiar ou não
odiar, não devemos odiar a ninguém, mas devemos odiar as suas ações criminosas;
este é o ODIO SANTO que
devemos cultivar.
O perdão de Cristo aos que não sabem o que
fazem. Lc. 23:34. Note estas classes de
pessoas para considerações destas palavras de Cristo: Existem os que não sabem
o que fazem porque não tiveram oportunidade de saber; os que não sabem o que
fazem porque rejeitaram a oportunidade de saber tendo oportunidades de saber e,
os que sabem o que devem fazer e não fazem; é uma “doce” e fatal ilusão, pensar que Deus vai perdoar a todos,
até mesmo os que não sabem o que fazem porque não querem saber. Compare com Lc. 17:3-4 e Os. 4:6.
Parte de terça feira. Sobre a riqueza e a liberalidade.
( Lc. 12:32-34 )
“Vendei tudo o que tendes e daí esmolas depois
ides pedir esmolas em um estado de “abençoado”de
maldita e famigerada pobreza franciscana.” Será este o sentido das palavras de Cristo? Veja a
resposta em Sl. 37:25. Cristo estava procurando
conscientizar o povo da idolatria existente no coração em relação ao amor ao
dinheiro e bens materiais; a Bíblia diz que a geração do justo será abençoada
com fazenda e riquezas ( Sl. 112:1-3 ) e, que é Deus
que nos dá forças para adquirirmos riquezas ( Dt. 8:18 ); o que está errado é por o
coração nas riquezas (Sl.62:10) ) e, confiar nelas ( Prv. 11:27 )e, por a
esperança na incerteza de bens materiais, I Tim. 6:17. O raciocínio correto e, a filosofia bíblica
sobre este assunto é: ter mais para ajudar mais, cada vez mais, tudo o que não
estiver dentro deste esquema, é idolatria.
Parte de quarta feira. Sobre a perfeição. ( Mt. 5:48 )
Devemos
ser perfeito em nossa esfera humana como nascidos de novo, como Deus é Perfeito
em Sua esfera divina; a perfeição que devemos objetivar é a perfeição do
Segundo Adão em Sua esfera humana, segundo Ef. 4:12-13.
Perg. 03
– A tradução Pastoral, não diz, aborrecer mas dar
preferência; não precisamos ser necessariamente maus para que a perfeição de
Deus seja evidenciada, precisamos evidenciar a perfeição de Deus para que
deixemos de ser maus, isto significa contemplar o caráter de Deus para que pela
contemplação, possamos mudar pelo Seu poder, “Olhai para Mim, disse Ele, e
sereis salvos.” Isa. 45;22, salvos de vossas
imperfeições. A prioridade em todos os
aspectos da nossa vida, precisa ser de Deus e, não
devemos nos esquecer que Ele deu toda a prioridade a nós, mesmo quando nós
ainda éramos Seus inimigos e, nesta nossa condição, Ele morreu por nós a
natureza da segunda morte. Precisamos mais motivos para Lhe dar todas as nossas
prioridades?
Parte de quinta feira. Sobre a família. João 19:25.
Perg. 04
– O raciocínio correto sobre este assunto é que devemos considerar tudo o que
temos como sendo propriedade de Deus e nós apenas mordomos destes bens,
mordomos estes que também são propriedade de Deus e que, em nossa mordomia nunca jamais privar o nosso próximo de nossas benesses e, dar sempre prioridade aos nossos próximos mais
próximos que são os nossos pais terrestres; mordomia esta que inclui, não apenas prioridades materiais, mas
também e especialmente falando, a honra a estes progenitores em todos os seus
aspectos, materiais, morais e espirituais. O Senhor David Koresh
devia ter lido e obedecido as Palavras de Cristo em Mt.
15:3-6.
Pág. 78 –
“Mostre-me um cristão e me tornarei um.” Ninguém se torna cristão olhando para os cristãos, mas sim, olhando
para Cristo o nosso Único Exemplo e a nossa Força para sermos cristãos, quando
muito um cristão se torna uma seta e uma luz que aponta e focaliza a Fonte de
Luz que é Jesus Cristo.
Que pelo poder da graça de Cristo possamos
aceitar o Poder do desafio das Suas declarações para que com este poder
associado ao nosso esforço diligente, possamos ser perfeito como Ele é em Sua
esfera humana. Amém!
Por Gilson Nery B.
Costa. Espírito Santo do Pinhal.
E-mail gilnery@uol.com.br
Tel.19-3651-1987.
Estado de S.
Paulo.Brasil.
Classe Universitários