Lição 03. Segundo
trimestre. 12 a 19 / 04 / 008
Comentários de Gilson
Nery
Esc. Sabatina.
A realidade de Sua
humanidade
Desde o passado eterno após a pré-história da
eternidade, que Cristo Se tornou o Pensamento de Deus tornado audível, e, por
este motivo que Ele passou a ser denominado Verbo ou a Palavra de Deus, diz a
Bíblia: “No princípio era o Verbo” ( João 1:1, e isto indica
esta época e Este Deus Unigênito no seio ( ao lado ) do Pai neste passado
eterno, exercendo funções como Revelador dos pensamentos de paz a nosso
respeito ( Jr. 22:11 ), elaborados no conselho de paz (Zac. 6:12-13, na
tradução Al Rev. Corg de 1995 ), a partir ou no qual este Deus Unigênito,
Preexistente por Si Mesmo desde todas “as eternidades,” após a pré-história
desta eternidade, foi Gerado, no sentido de Ser empossado e Nomeado como sendo
o Filho de Deus, a partir deste conselho e concilio quando nasceu no Universo o
conceito de Filho em relação a Esta Divindade em relação a Outra Divindade, que
neste mesmo aspecto, foi, também, “Gerada”, ou considerada, Nomeada e Empossada
como sendo O Pai Celestial Deste Filho. Ver com muita reverência e espírito de
humildade e adoração, Heb. 1:5, observando a palavra: “novamente” do verso 6, a
qual indica que este Serei por Pai e Ele Me Será por Filho,
remonta ao passado eterno em relação a época em que já existiam os anjos. Esta
palavra, novamente ( Segunda vez, trad. Fig. ), indica a segunda vez em ralação
a primeira em que Ele foi gerado ou proclamado Filho e Deus Pai Deste Deus
Filho por nomeação e note que existe uma ordem do Pai para que todos os anjos
de Deus adorem Este Deus Unigênito, agora, também, gerado filho do Homem. Esta conexão contextual focaliza Jesus no período do
passado eterno após a pré-história da eternidade, quando Este Deus Unigênito
começou a descer do Seu pedestal em Sua escala descendente neste plano de
redenção do Seu Universo e particularmente e especialmente, da humanidade
caída; foi neste passado eterno que Este Deus Unigênito foi, segundo as
palavras de Heb. 1:6, introduzido no mundo ( neste primeiro caso, no mundo
Universal ) como o Deus Unigênito gerado, ou seja, Empossado ou ainda, Nomeado
o Filho de Deus Primogênito por ser este caso o primeiro e o Único em todas as
histórias de todas as eternidades. O profeta Miquéias focaliza este
tempo quando fala de Suas origens eternas e desde os dias da eternidade; Miq.
5:2, e, Isaias nos fala da Sua pré-existência na pré-história da eternidade,
quando diz que Ele é o Pai da eternidade. Isa. 9:6.,
aspecto este já apresentado em meu comentário das lições 01 e 02 da semana
passada.
Verso para memorizar: È preciso que se diga que, no processo da
encarnação, a divindade atributos, de Cristo não se tornou humana e que, a
humanidade de Cristo, por sua vez, não se tornou divindade; Foi a Pessoa de
Deus que Se tornou humana, Esta Pessoa-Deus é que Se tornou Humano, ou seja,
passou a possuir uma outra natureza, a natureza
humana; essencialmente falando, aquela estrutura física gerada no ventre de
Maria, não se tornou divina, digo melhor, não se tornou divindade. Comparar com
M. Esc. 1,408:3.
A natureza divina de Cristo identificada
com a Sua divindade, não é referente a Uma Pessoa a parte de Sua Pessoa; em
Cristo existiam duas naturezas e não duas Pessoas. A Pessoa de Cristo era e é a
Mesma de toda a eternidade no passado eterno, na eternidade presente e, será
eternamente, no futuro. A
divindade que não morreu na Cruz, de que se fala no Espírito de Profecia, não é
referente a Uma Entidade Pessoal, mas sim a Sua divindade atributos, que, em se
tratando de Um Deus Todo Poderoso, não sabemos exatamente o que seja. Uma coisa podemos ter certeza, não foi uma entidade Pessoal que
sobreviveu por ocasião da Sua morte e durante o período de Seu sepultamento,
neste período, a Pessoa de Deus feito Homem, se encontrava Morto e inconsciente
na sepultura. A Divindade
Pessoa, ao Se desligar, por Si Mesmo, de Sua divindade atributos, morreu; em
outras palavras: Ao Se esvaziar completamente de Sua divindade, a Pessoa de
Deus morreu, e, isto é assim, porque não existe um Deus Vivo sem a Sua
divindade. Assim como o ser humano sem espírito está morto, assim também,
Deus sem a Sua divindade está morto.
É preciso deixar bem estabelecido o
seguinte: Foi a Pessoa de Deus que Se fez carne (João 1:14,
mas a Sua natureza, Seus atributos, Sua divindade, não se fizeram carne, ou
seja, não se tornaram em humanidade, a divindade da Pessoa de Deus se manteve
intacta, nem um til ou jota foi alterado nesta natureza divina, ou divindade.
Eis os textos inspirados sobre este assunto:
“A divindade não se tornou humana, e o
humano não foi deificado pela fusão das duas naturezas.” Mens. Esc. 3, 131:2.
“Tão infinitamente grande que era a Majestade do Céu, e, contudo, desceu tão
baixo, sem perder um átomo de Sua dignidade e glória.” Mens. Esc.1:253:1.
Observação oportuna: Precisamos ser extremamente cuidadosos e
reverentes, quando lidamos com este santíssimo assunto Deste Maravilhoso Deus
feito Homem, não devemos admitir que Ele uma vez feito Homem, passou a possuir
as mesmas paixões da nossa natureza humana e caída, Ele foi tentado em tudo
como nós ( cem vezes mais forte que nós, Mens.Esc.3,
136:3 ), mas por tentações externas e não por Sua natureza Humana. Veja TS 1, 220:3 e, Meditações Matinais de 1965, de Ellen White,
pág. 258. Note mais esta declaração inspirada: “Cristo não possuía a mesma
deslealdade, corrupta e decaída que nós possuímos, pois então Ele não poderia
ser um Sacrifício perfeito.” Mens. Esc. 3, 131:2.
Note o seguinte: Nem a natureza humana de
Cristo é referente a uma entidade pessoal, nem, tão pouco, a Sua natureza
divina é referente a uma entidade pessoal, pois se assim fosse, Ele seria
composto de duas Pessoas; estas naturezas eram partes de uma Pessoa, ou seja, o
Grande Deus Encarnado; este
aspecto é de importantíssimo valor para compreendermos o fato de ter sido morto
na Cruz, não apenas parte daquele Ser, mas sim a Sua Pessoa como Pessoa; quanto as
tentações, Esta Pessoa foi tentada “VIA” natureza humana que existe em Sua
Pessoa, e não por Sua natureza humana; foi a Pessoa de Deus feita homem que foi
tentado através de Sua natureza humana e não a Sua natureza em si mesma; a
Pessoa de Deus Se fez carne e não a Sua divindade, para que houvesse
possibilidade de ser tentado e, conseqüentemente, possibilidade de cair em tentação
e sofrer a pena de perdição e ruína eterna, ou seja, o salário do pecado que é
a morte eterna sem ressurreição.
Em resumo:
1 – A divindade não se tornou humana.
M.Esc. 3:131:2.
2 – A humanidade não se tornou Deus. M.
Esc. 3,131:2.
3 – A Majestade ( Pessoa
)do Céu é que Se tornou humana, sem deixar de Ser Deus. M.Esc. 3,140:5;DTN 639:6,640:1.
4 – Resultado: Deus ( Pessoa
) com duas naturezas.
Do livro em andamento intitulado,
Cristologia de eternidade a eternidade de autoria de Gilson Nery.
A virgem Maria dentro do contexto da
encarnação do Verbo Eterno:
A natureza humana do Verbo Eterno não foi
criada por Maria em processo natural de gestação, mas por um milagre operado
diretamente pela Divindade, a Bíblia diz que o Verbo Se fez não foi
feito. Repito que Maria não é, na realidade, a mãe biológica do Filho do Homem,
em se tratando das Suas origens reais e em seu aspecto criativo, como são todas
as mães em geral; ela não pode pretender o direito de mãe como todas as demais
mães, por este motivo; ninguém, portanto, pode, legitimamente, lhe conceder
este direito, a não ser que negue a origem divina do Verbo Eterno e o fato de
que Este Verbo tenha, por Seu Próprio poder divino, o
poder do Pai Celestial e do Espírito Santo, operado em Maria e Se fazendo carne
em seu ventre; note mais uma vez este fato inconteste: Foi o Verbo Eterno que
Se fez carne e não Maria que tenha feito o Verbo encarnado e, não devemos
esquecer que a própria Maria foi uma criação do Verbo Eterno, foi Ele que criou
Maria e não Maria que criou o Verbo.
Cristo foi e é o Único Ser Humano nascido
absolutamente incontaminado pelo veneno do pecado, porque a Sua gestação não operou-se por processos naturais. Na gestação do Filho do
Homem não foi possível a contaminação oriunda dos seus ancestrais humanos,
porque o Elemento que fecundou o óvulo de Maria, era
de origem divina, e o Elemento que operou neste processo, foi a Pessoa do
Espírito Santo, portanto, tanto o Elemento fecundante como a Pessoa responsável
pelo processo, eram absolutamente divinos sem nenhum vestígio de humanidade. A
Divindade atuando de maneira absoluta em uma célula humana de Maria, contaminada,
naturalmente, pelo pecado, impediu que esta contaminação se transmitisse para o
Feto do Filho Homem em formação em seu ventre. Não foi, portanto, Maria que
nasceu isenta da contaminação do pecado, mas sim a ação divina em neutralizar
os efeitos espirituais do pecado Neste Embrião divino em Seu processo de
humanização. Esta preservação somente foi possível porque a Divindade em Pessoa
esteve presente diretamente e Pessoalmente neste processo e não houve
absolutamente, nenhum contribuição sexual humana ou qualquer
outra contribuição humana ativa paterna humana ou materna, estes elementos
humanos não existiram na genética do Verbo Eterno Filho do Homem Jesus Cristo, situação esta que
não aconteceu com a gestação de Maria, ela teve mãe e um pai humano biológicos
como todos os seres humanos em geral e em toda a história da humanidade. Assim é que Cristo nasceu totalmente
incontaminado do veneno do pecado e, naturalmente, sem propensões para pecar; a
Sua natureza divina durante o gestação no ventre de Maria contaminada pelo
pecado, tinha absoluto domínio sobre o elemento humano de Maria contaminado
pela lei da hereditariedade no que diz respeito a
pecaminosidade própria de todo ser humano depois do pecado. A Divindade em
Pessoa atuando no ventre de Maria, repeliu todos os vestígios de
pecaminosidade existente nela e em seus ancestrais. A contribuição de Maria neste processo foi
passiva e não ativa e, consistiu em contribuir em sentido passível, para que o Grande e Todo Poderoso Deus tivesse a possibilidade de ser
tentado; em certo sentido, a sua contribuição, neste caso, ao invés de ser
positiva, foi negativa, em relação a obra de Cristo como redentor do mundo,
pois esta contribuição O colocou em risco de ceder a tentação e colher o
salário do pecado que é a morte eterna. Maria, portanto, não pode ser uma redentora juntamente com
Cristo porque ela foi o instrumento que serviu para por em risco a própria vida
do Redentor. As vitórias de Cristo durante toda a Sua vida terrestre, não dependeram
de Maria, mas sim do Poder de Deus o qual Jesus Cristo buscava diariamente dia
e noite, e, como Redentor, Resgate e expiação de pecadores, Cristo é um
Redentor e Expiação de pecadores Único e Absoluto,
assim sendo, é também, Único e Absoluto em Sua obra como Sumo Sacerdote,
Intercessor, Mediador nas regiões Celestiais; nestes aspectos, Cristo, NADA TEM
COM MARIA. João 2:4.
Por que a igreja dogmatiza sobre a imaculada
conceição de Maria? Resposta: Porque a igreja analisa e teoriza os recursos
divinos sob pontos de vistas da lógica humana; ora, nós estamos informados pela
Palavra de Deus que a lógica humana jamais poderá definir os caminhos da
Divindade, basta ler Isa. 55:8 e 9 para saber disto.
Pela lógica humana o Verbo Eterno não poderia ser gerado no ventre de um ser
humano contaminado pela pecaminosidade hereditária, sem ser contaminado por
esta contaminação. Esta lógica, no entanto,
nega o poder da Santíssima Trindade em poder preservar o Verbo Eterno da contaminação
hereditária durante o processo de Sua gestação operado e processado pelos Três
Soberanos do Universo, e, note bem que, contraditoriamente a esta sua lógica,
TRANSFERE ( A IGREJA TRANSFERE ), ESTE PROCESSO
PRESERVADOR DO PODER DA DIVINDADE PARA A GESTAÇÃO E O NASCIMENTO DE MARIA,
DOGMATIZANDO SOBRA ESTE PONTO DE VISTA. É
preciso notar que este dogma da imaculada conceição de Maria, é uma declaração
e afirmação oficial e dogmática da igreja de que a Divindade Toda Poderosa e
Onipotente, pôde preservar Maria, desde a sua gestação e nascimento, da
contaminação hereditária e pecaminosa, MAS NÃO PÔDE PRESERVAR O VERBO ETERNO
DESTA HEREDITARIEDADE PECAMINOSA DE APENAS, VEJA BEM, DE APENAS O LADO MATERNO;
em outras palavras: Na gestação e nascimento de Maria, Deus teria preservado-a
de ambos os lados, materno e paterno, mas, no caso do Verbo Eterno, Ele não
pôde fazê-lo. ?!?
Das implicações espirituais e morais da
doutrina e dogma da imaculada conceição de Maria.
A igreja não pode negar, e não nega, que
os pais de Maria foram seres humanos pecadores por hereditariedade, afirmam, no
entanto, que Maria foi concebida sem a contaminação da hereditariedade natural
a todo descendente de Adão, ao passo que, no caso da gestação do Verbo Eterno,
isto, dizem, não seria e não foi possível e, ao afirmar isto, a igreja quebra a
sua própria lógica dogmática sobre o processo gestação do Verbo preservado de
hereditariedade pecaminosidade no ventre de um ser contaminado desta
contaminação. Deus não seria justo e de caráter transparente se, depois do
pecado, tivesse gerado um ser humano incontaminado pela pecaminosidade natural
desta descendência pecaminosa; somente o Verbo Eterno poderia ser gerado
biologicamente e divinamente falando neste sentido, porque Ele foi, é e sempre
será absolutamente incontaminado e sem um ínfimo da natureza pecaminosa. Somente Ele não precisou ser purificado em nenhum aspecto por Ser
Um Ser Santíssimo e de absoluta pureza e isso inerentemente e desde todas as
eternidades.
Se Deus, em Sua santidade e justiça,
pudesse, depois do pecado, suscitar seres descendentes de pecadores, sem
nenhuma espécie de contaminação pecaminosa, Ele certamente teria feito, não
apenas com uma pessoa, mas com todas as gerações de filhos de Adão e Eva
pecadores, e, neste caso, esta pecaminosidade teria ficado somente com os
nossos primeiros pais, e, que maravilha, não teria sido este nosso mundo e sua
história, povoado somente por seres santos e imaculados concebidos sem pecado;
este processo de imaculada conceição de todos os filhos de Adão e Eva, teria poupado milhões de vidas humanas de se perderem e,
que maravilha, quando da vinda do Messias para morrer por estas pessoas, todos,
vejam só, todos O teriam aceito como o Messias, que os salvaria com Sua morte,
por um processo retroativo ( segundo ensina a igreja, teria ocorrido com Maria
)de efeitos de remissão do sacrifício de Cristo sobre todos; todas as gerações
do futuro, teriam vindo a existência, também, sem a hereditariedade pecaminosa
de Adão e Eva e, note que maravilhoso teria sido: não teríamos tido em nossa
história, os grandes massacres de seres humanos, as torturas promovidas pela “santa”
inquisição, no
período da idade média, os
grandes e monstruosos pecadores da história, Nero e outros monstros desta
história. Não teriam existido as guerras que ceifaram milhões de vidas, não
teríamos tido a primeira e segunda guerras mundiais,
por exemplo, com suas funestas conseqüências e, finalmente, toda a humanidade
seria salva no Reino eterno de Deus sem nenhuma exceção. A contaminação
pecaminosa teria ficado apenas com os nossos primeiros pais, por terem sido os
que originaram aqui neste mundo, a história do pecado, ou quem sabe, teriam
sido, também, beneficiados por este processo, e, por uma questão de lógica ( a lógica da igreja ), até mesmo estes teriam sido
atingidos por este processo, pois pelos efeitos retroativos do sacrifício
remidor e redentor do Messias, teriam sidos preservados da contaminação
pecaminosa e, teriam, assim como diz a igreja, como ocorreu com Maria, sido
mantidos imaculados por terem sido gerados e nascidos, por este processo desta
suposta imaculada conceição depois da história do pecado, e, neste caso, note
que absurdo e que blasfêmia: Deus teria cometido o sanguinário e monstruoso
pecado de omissão, por ter em Suas mãos um processo justo e eficaz de
preservação de pecaminosidade para Maria e não para todos os demais seres
humanos e, o pior dos piores desta barbaridade sem nome, Este Deus ( nós não cremos assim, é a igreja
que ensina ) depois de Se omitir de tão maravilhoso recurso de preservação para
toda a humanidade e limitado apenas para Maria, lançaria estes pecadores em um
inferno eterno para ali sofressem eternamente, tendo Este Deus, em Suas mãos,
recurso mais que suficiente para tê-los gerados concebidos sem a
pecaminosidade, por efeitos retroativos do sacrifício da Cruz de Cristo para um
período de 4.000 anos antes da Cruz e depois da Cruz, com muito mais
possibilidades, teriam
nascidos imaculados como Maria e jamais teriam sido condenados a perdição
eterna e, muito menos, ao tormento eterno do um fogo eterno da infernal
doutrina do inferno.
Hebreus 9:15, nos
informa, de fato, que os efeitos remidores e expiatórios da Cruz de Cristo, são
retroativos no tempo e na história e, em todas as gerações; este texto, no
entanto, não nos diz nada sobre a possibilidade de geração ou gestação e
nascimento por processo de imaculada conceição após o pecado para ninguém, pelo
contrario, esta passagem bíblica fala-nos de remissão de pecados, o que,
naturalmente, é referente a remissão de pecadores e não do pecado em si mesmo. O
sacrifico de Cristo não remiu o pecado em si mesmo, este sacrifício condenou o
pecado ( Rom. 8:3 ) e, remiu pecadores, isto é,
aqueles que aceitaram esta remissão. A teologia deste texto ( Heb. 9:15 ), é contraria ao dogma da imaculada conceição
de Maria, porque fala dos efeitos retroativos do sacrifício de Cristo na
história, nos pecadores e não, propriamente dito, do pecado em si, o pecado foi
condenado e não remido e, mesmo que esta posição da igreja estivesse certa,
este recurso expiatório no sentido de isenção de pecaminosidade durante a
gestação e nascimento de Maria, teria sido extensível, não apenas a Maria mas a
todos os seres humanos, conforme já comentado acima e, neste caso teríamos,
como apresentado acima, todas as gerações de pecadores, purificados e
imaculados desde o ventre, e por que Deus não optou por este processo? Se Deus
não o fez, é porque em Sua justiça e santidade, não poderia ter feito e, como
vimos, se Ele tivesse feito isso apenas para Maria, teria cometido um hediondo
pecado de omissão e, naturalmente Ele deixaria de ser o Deus de justiça,
santidade e amor que Ele é. Em Prov. 3:27-28 lemos:”Não negues um
benefício a quem precisa dele, se estiver nas tuas mãos concedê-lo. Não digas
ao teu próximo: vai e depois volta, amanhã te darei, quando lhe podes dar
logo.” Tradução da difusora bíblica dos missionários Capuchinhos de Portugal,
oitava edição de 1978. Será
que Deus age em contradição direta com aquilo que Ele Mesmo ensina? Se Ele pudesse, em Sua justiça e
santidade, conceder logo de imediato uma imaculada conceição após a história do
pecado a um ser humano, poderia, naturalmente, fazê-lo a todos os demais, ainda
mais considerando-se que com este processo, estaria
evitando uma história negra de pecados e pecadores em Seu Universo e salvo da
morte eterna todos sem nenhuma exceção, porque, como dissemos, todos teriam
nascido com disposição e santidade suficiente para aceitar os ensinamentos
divinos, todos teriam aceito o Messias em Sua primeira vinda e todos estariam
qualificados para herdarem o Reino de Deus. Deus teria negado um tão grande
benefício de salvação eterna a todos os descendentes de Adão e Eva, se tivesse
em sua mão poder fazê-lo? O texto citado acima ( Prv. 3:27-28 ) nos
informa que Este Deus não teria negado este beneficio maravilhoso a esta
humanidade. Seria um
absurdo fabuloso admitir uma tremenda e bárbara omissão por parte de Um Deus de
amor e misericórdia, e se Ele tivesse cometido uma tão bárbara omissão ( eu tenho absoluta certeza que isso não ocorreu ), neste
caso não seria um Deus Justo e Santo pois teria cometido este tremendo e
bárbaro pecado de omissão, uma omissão que teria levado milhões de
milhões de infelizes pecadores a infelicidade eterna. O dogma da imaculada conceição de Maria,
portanto, coloca a Pessoa de Deus nesta situação, é uma perniciosa doutrina que
depõe contra o Seu caráter santo, justo e amoroso e que tem como principal
objetivo a salvação dos pecadores e, deu provas disso Se sacrificando na Cruz.
A Cruz, portando, é o maior argumento contra esta absurda doutrina e dogma de
uma imaculada conceição para apenas um ser humano e não para todos igualmente. Citação do
livro Mariologia de autoria de Gilson Nery, em andamento.
Parte de domingo. Na presença do
mistério. ( Tim. 3:16 ).
Perg. 01, item 05 – Fil. 2:5-11. Note este
detalhe assombroso e misterioso: Na carreira descendente Deste Deus em busca
dos Seus inimigos para salvá-los, uma criatura Sua, o querubim cobridor ( Ezq. 2813-17; Isa. 14:12-14, nas traduções TEB e a Bíblia
de Jerusalém ), se iniciou em uma carreira ascendente em uma tentativa de subir
ao nível da soberania do Deus Altíssimo; Aquele que habita na eternidade em um
alto e santo lugar ( Isa. 57:15 ), desceu, desceu e desceu, para habitar com o
contrito e abatido de espírito para vivificar o espírito dos abatidos e para
vivificar o coração dos contritos; estes fenômenos se constituem, segundo a
revelação inspirada, os dois grandes mistérios da história do grande conflito
entre o bem e o mal, ou seja, o mistério da Piedade ( I Tim.3:16 ), e o
mistério da impiedade ( II Tes. 2:7 ), este último pode ser definido no
comportamento de seres criados tentando subir, subir e subir e quererem ser
como Deus, igual a Deus; e, por incrível que possa parecer, existiu, em nossa
história humana, seres humanos que tentaram subir até mesmo ao um nível mais
alto do que a soberania do Altíssimo, quando mudaram a Sua lei, alterando-a e
ostentando ao mundo que possuem autoridade para isso. A escalada descendente do Soberano do Universo se iniciou no
passado eterno após a pré-história da eternidade, quando Um dos Soberanos que
compõem a Divindade Triuna reunida em um conselho de paz, decidiu descer,
descer e descer até as mais baixas partes da terra para buscar os Seus próprios
inimigos com o objetivo de salvá-los e conceder-lhes a felicidade eterna.
Parte de segunda feira. Então surgiu o
conflito.
Este conflito a respeito
da divindade de Jesus possuiu dois aspectos semelhantes ao conflito sobre a divindade
Dele que surgiu no passado eterno após a pré-história da eternidade quando
surgiu no Universo o conceito de “Filho” de Deus” para Uma das Pessoas da Divindade que foi
investida como Tal, quando
o Universo começou a conhecer o Deus Unigênito, como O Filho de Deus, gerado,
ou, designado no Conselho de paz ( Zac. 6:12-13, trad. Al.Rev.Corrg. de 1995 ),
neste passado eterno. É
importante observar um pequeno detalhe de dimensões cósmicas neste conflito
inicial deste passado eterno, note este detalhe: Deus tinha gerado
fisicamente falando, um filho angelical e querubim de extraordinária beleza e,
também de extraordinário poder e sabedoria e o colocou em segundo lugar em Seu
governo do Universo logo depois do Seu Filho, o Deus Unigênito e, como
assistente imediato Seu junto ao Seu Trono dentro do Seu Santuário; note estas
palavras da inspiração:”Tu és querubim, cobrindo com as asas a untura ( palavra
relacionada com o ato de ungir ); Eu te concedi que estivesses no monte do Santuário de
Deus e que passeasses
no meio das pedras afogueadas.” Ver Ezq. 28:14. Ob. Pedras afogueadas,
pelo menos em nossa gemologia, são as pedras denominadas de Opalas, ou ainda,
pedras de fogo, que deixam transparecer que possuem fogo em seu interior e que
mudam de cor conforme a posição em relação a luz, são lindas e preciosas; como
não seriam as opalas lapidadas pelo Próprio Deus!!! Sobre o texto de Ezq.
28:14, leia-o, na tradução Trinitária de 1883.
Partindo de uma lógica e de um raciocínio
puramente racional concebidos por mentes finitas, mesmo considerando a mente de
um anjo sem pecado, o filho de Deus, ou seja, o querubim gerado biologicamente
e fisicamente falando e em se tratando do anjo de luz denominado por Lúcifer ( Isa. 14:12;trad. Trinitaria ), este anjo, portanto, era
filho de Deus, tanto quanto “O Filho de Deus, também “gerado,”( no caso, não
fisicamente e não literalmente falando ); por que então a marcante e o excepcional trato diferenciado para
um e não para o outro? Por que Jesus Cristo tinha a primazia sobre todos
podendo até mesmo ser adorado como Deus o era, e o outro não? A revelação nos informa que todos estes
aspectos e detalhes deste assunto foram largamente e pormenorizadamente,
esclarecidos pelo Próprio Deus, o Pai Celestial em concilio especialmente
convocado para a definição destas questões e, toda a dúvida foi eliminada das
mentes de todos os anjos, inclusive as de Lúcifer. Ver Pat.Prof. 16:3 até a
pág. 25; o problema básico, no entanto, foi que a dúvida foi, depois, alimentada
e cultivada e, este procedimento gerou a inveja, a cobiça e o orgulho em uma
mente criada com perfeição, pureza e santidade; este foi o início de todos os
conflitos, toda a problemática girou e gira até hoje, em torno da Pessoa do
Filho de Deus, e, partir da encarnação, também, Dele como Filho do Homem, o
Senhor Jesus Cristo; mesmo para aqueles que O aceitam como Deus e como Homem,
não aceitam que Ele poderia ter fracassado caindo em pecado e ter sofrido a
condenação da lei, ou seja, a perdição eterna; e, assim é que,
negando este fato e possibilidade, estão negando, em certo sentido, que Ele
tenha vindo em carne, porque, ele somente poderia ser tentado e vencido pela
tentação e assim, ser condenado a morte eterna, se a Sua encarnação tiver sido
total e não parcial, SE CRISTO NÃO PUDESSE CAIR EM TENTAÇÃPO E SOFRER A
CONDENAÇÃO DA LEI, QUE É A MORTE ETERNA, SEGUE-SE QUE ELE NÃO TERIA VINDO EM
CARNE, E ASSIM ENTÃO, COM ESTA NEGATIVA ESTÃO CRENDO APENAS PARCIALMENTE NESTA
VERDADE REFERENTE AO FATO DE TER CRISTO VINDO EM CARNE.
Perg. 02 – Resposta cima.
Parte de terça feira. Ele tomou a nossa
natureza.
Perg. 03 – O Deus Unigênito feito Homem
que habitou entre nós, precisava dormir; tinha sede; fome;cansava-Se;
perturbava-Se; era tentado em tudo como nós ( Heb. 4:15 ) e, poderia ter
sido Vencido pela tentação caindo assim em pecado e ter sofrido a condenação
eterna da morte eterna. Comparar com DTN 1153 e 103:1. É estranho que quase ninguém faça destaque
destes fatos tão importantes da vida terrestre Deste Deus-Homem, plenamente
Deus e plenamente Homem! NÃO SERIA ISTO UMA NÃO CRENÇA DE QUE JESUS CRISTO
TENHA VINDO EM CARNE, COMO ADVERTIU O APÓSTOLO JOÃO EM SUA EPÍSTOLA? João
4:1-3.
Parte de quarta feira. Para sentir nossas
dores. Heb. 4:15-16.
Perg. 04 – Note o seguinte:
Jesus Se fez Filho de Deus, no passado
eterno.
Jesus Se fez um Arcanjo no passado eterno.
Jesus Se fez Anjo ( O
Anjo do concerto ) no passado eterno.
Jesus Se fez Menor do que os anjos depois,
na eternidade contemporânea.
Jesus Se fez carne no período durante a
eternidade contemporânea.
Jesus Se deixou condenar como sendo o pior
criminoso da história da humanidade, sendo, no entanto, absolutamente inocente.
Jesus Se deixou passar pela morte como o
pior de todos os pecadores, sem ter cometido um ínfimo sequer de pecado.
Foi neste sentido e a partir deste contexto
que a Bíblia diz que Ele foi aperfeiçoado (Heb.5:8-9);
noutras palavras: foi pela consumação de todos estes atos que Ele foi consumado
como nosso Holocausto expiatório e, como nosso Sacerdote e Sumo Sacerdote;
nestes aspectos e nestes sentidos, é que a Bíblia diz que Ele foi aperfeiçoado.
Heb. 5:9 – Salvação para os obedientes?
Cristo Salva os pecadores do pecado e da condenação da lei, para que sejam
obedientes, é neste sentido que Ele é causa de salvação para todos os que Lhe
obedecem.
Parte de quinta feira. Uma solidariedade
eterna.
Que tal se disséssemos:
Um sacrifício eterno? Este é um dos aspectos do Evangelho em que ele é eterno;
nós teremos durante toda a eternidade a demonstração eterna do amor de Deus nas
sete marcas, ou seja, nas sete regiões do corpo da Divindade-Humana: Na
Sua cabeça; no Seu lado esquerdo; nas Suas mãos; nos
Seus pés e nas Suas costas, pela ordem:
1 – Na cabeça
1 – Na região do coração
1 – Na mão direita
1 – Na mão esquerda
1 – No pé direito
1 – No pé esquerdo
1 – Nas Suas costas marcadas e feridas
pelas chicotadas dos soldados romanos.
São sete regiões no corpo da Divindade, que
estarão marcadas para toda a eternidade e que falarão eternamente do infinito
amor Deste Deus Maravilhoso, Forte e Pai da eternidade. Comp. com Zac. 13:6. Isso tudo, sem falar do fato maravilhoso, assombroso e
extremamente emocionante, da alteração na estrutura física do corpo da
Divindade para toda a eternidade, e, isso é muito mais que solidariedade, isto
é amor extremamente extravagante, impossível de ser exprimido em vocabulário
humano ou dos anjos, somente o Espírito Santo é capaz de fazê-Lo. Comp c/ I
Cor. 2:10,11 e Rom. 8:26.
Pág. 39, em perguntas para reflexão, item
02.
Cristo teve alguma vantagem para enfrentar
o pecado? Resp. Cristo teve 100 vezes mais desvantagens, porque as tentações
que vinham até Ele, eram 100 vezes mais fortes do que as nossas (Veja Mens.Esc.3,136:3) “e, tem mais,” quando Ele passou por aqui, Ele somente tinha uma chance e, nós temos
70X7X chances, ou seja, temos chances ao infinito enquanto houver graça para a
humanidade. O próprio
fato Dele Ser Divino, possuir a divindade, ou seja,
ser Ele Próprio a Divindade, possuindo assim poder para neutralizar toda
manifestação do mal sobre Si, era para Ele uma tentação. Ver DTN 671:4 e
5; cap. Perante Anás e o tribunal de Caifáz. Oitava Edição.
Pág. 39, em transformação, item 02 – A
Bíblia diz que sem derramamento de sangue não há remissão. Ver Heb. 9:22. O exemplo moral e ético de Cristo como Homem,
reivindicou o caráter de Deus e Sua lei, mas somente e unicamente pelo Seu
sangue derramado na Cruz e a Sua morte vicária pelos pecadores é que Ele pode
salvar.
Que a realidade da humanidade de Cristo e
a Sua divindade, nos traga a realidade da nossa salvação
agora e no futuro próximo, a nossa viagem através do cosmo e a nossa moradia
eterna na Cidade Eterna. Amém!
Por Gilson Nery B.
Costa. Espírito Santo do Pinhal.
E-mail gilnery@uol.com.br
Tel.19-3651-1987.
Estado de S.
Paulo.Brasil.
Classe Universitários