Lição 02.
Segundo trimestre. 05 a 12 / 04 / 008
Comentários
de Gilson Nery
Esc.
Sabatina.
O m i s t é r i o d e S
u a d i v i n d a d e
O Maravilhoso e Misterioso Deus Forte e Pai da
eternidade, Se fez carne e morou aqui em nosso
planeta, pessoalmente, por mais de 30 anos ( Isa. 9:6;João 1:14 ); na verdade,
a Divindade em Si Mesma é um Mistério, Mistério como Divindade Pessoa, que
deveria ser escrito com todas as letras maiúsculas e com pena de ouro e tinta
de ouro liquido, e, divindade atributos (Onipotência, Onisciência e Onipresença
), que pode ser escrita com inicial minúscula; Deus é Mistério, diz a Bíblia (
Isa. 45:15, Al. Atualizada ); o grande mistério da encarnação do Verbo, quando
o Grande Deus Todo Poderoso, Se fez carne e Se tornou o Filho do Homem, ou
seja, Deus conosco plenamente divino e plenamente Humano, para Se revelar e
tornar-Se um Mistério revelado em Seu caráter e em Seu amor infinito por Seus
seres criados em todo o Universo, portanto,
a encarnação do Verbo, longe de tornar Este Deus mais misterioso, tornou-O uma
revelação preciosa e vital para todos os habitantes do Universo. Am. 3:7;Heb.1:1;Rom. 16:25-26; Cl. 2:2;Heb. 1:2. Deus usou processos misteriosos para deixar de Ser
Misterioso, em se tratando do Seu caráter e da profundidade de Seu amor por
Suas criaturas, quando Se tornou Homem e morreu pela humanidade; portanto, a encarnação do Verbo Eterno foi o processo
misterioso usado por Um Deus Misterioso, para que possamos entendê-Lo, e, mesmo
este maravilhoso processo pode se tornar um campo propício à pesquisa por parte
de todos os que quiserem pesquisar neste campo, as pedras preciosas deste tesouro
infinito com a devida reverência, ajudados pelo Espírito Santo e, como quem
procura ouro e pedras preciosas nas profundezas da terra ( Prv.
2:3-5 ), são riquezas encobertas que Deus
Se compras revelar aos que querem se aprofundar neste conhecimento vital para a
nossa alma. Isa. 45:3;João 16:13;14:26;I Cor. 2:10; note estas palavras da inspiração divina:
“A
humanidade do Filho de Deus é tudo para nós; é a corrente de ouro que liga
nossa alma a Cristo,
e, por meio de Cristo, a Deus. Isto deve constituir nosso estudo..., devemos
aproximar-nos deste estudo com a humildade de um discípulo, de coração
contrito; e, o estudo da encarnação de Cristo é campo frutífero que
recompensará o pesquisador que cava fundo em busca de verdades ocultas.”
Mens.Esc. 1, 244:4.
“O
mundo Celestial abriria os seus arcanos de graça e glória à pesquisa..., O
MISTÉRIO DA SALVAÇÃO E ENCARNAÇÃO DE CRISTO, SEU SACRIFÍCIO EXPIATÓRIO, não seriam, como o são agora, noções vagas em nossa mente; não
somente seriam mais bem compreendidos, como infinitamente mais apreciados.”
Parab. 114:1.
“Aos
seres humanos que lutam por conformidade com a imagem divina, será concedido um
suprimento do tesouro Celestial, uma excelência de poder que os colocarão acima
dos próprios anjos que jamais pecaram.” Parab. 163:1.
Em meu comentário da lição da semana
passada, estabeleci algumas premissas em vários itens e, que, com a ajuda de
Deus, pretendo explanar durante todo o trimestre, esta semana começarei com o
item numero 01 do primeiro parágrafo de itens intitulado, Jesus
na pré-história da eternidade, subentendendo-se, que quando falo
eternidade passada, me refiro ao passado eterno e, neste caso, à pré-história
desta eternidade. Quero lembrar aqui, que quando falo em pré-história da
eternidade, estou usando termos técnicos para tentar definir questões
teológicas, e, naturalmente, estes são verdadeiros mendigos de extrema pobreza,
mas, quando enriquecidos pelas riquezas da revelação da Palavra escrita de Deus
e guiados pelo Espírito Santo, estes são riquíssimos em se tratando destas
definições das maravilhas do plano da redenção.
Jesus
na pré-história da eternidade passada. Quando leio Isa. 9:6, fico viajando no
passado eterno até ultrapassá-lo e chegar nesta pré-história da eternidade e
procurar responder, com muita reverência: Quem foi Jesus, naquele
tempo? Vejo, naquela
época incomensurável, não o “Filho de Deus,” mas O Deus Forte e Pai da eternidade; vejo Este
Deus, Desvinculado de todo vestígio e características filiais ou paternais que
passaram a existir após a pré-história da eternidade, Neste Divindade Triúna.
O
Pai da eternidade. Ao meu ver, a frase, Pai da eternidade, transcende a
história da eternidade passada e nos transporta à pré-história desta
eternidade, quando a Divindade Triúna ainda não cogitava em criar o plano da
redenção, nesta época, Esta Divindade não era apenas Um Ser Solitário e Infeliz
no Universo, Ela Se compunha de Três Soberanos Absolutamente iguais e sem um
átomo sequer, de diferenças e em nenhum aspecto e sentido; Pai da eternidade
significa Ser Anterior, ou Ser, o Grande “Eu Sou,” existente por Si Mesmo na
pré-história da eternidade no passado eterno; Pai da eternidade, significa Ser
o Criador da eternidade no passado eterno incomensurável, Pai Eterno de todas
as eternidades passadas, presentes e futuras. Veja e compare com Isa. 9:6, na
tradução Brasileira.; a Bíblia, com muita propriedade
afirma que Ele é antes de todas as coisas, e, todas as
coisas subsistem por Ele. Cl. 1:17, assim
sendo, a eternidade é, também, uma “coisa” criada por Ele, e, por este motivo,
Ele é o Seu Pai. A
pré-história da eternidade passada, portanto, é aquela época no passado eterno
quando não existiam os anjos, não existiam os seres de outros mundos e, também, não existia
o plano da redenção e, talvez, nem mesmo o plano da criação dos habitantes dos
outros mundos, dos anjos e do homem, era, realmente a pré-história da
eternidade passada nos tempos incomensuráveis desta história, quando o Grande
“Eu Sou,” ou seja, a Presença Eterna do Deus Eterno, mais tarde, após a
pré-história desta eternidade, ainda na eternidade posterior, era presente
juntamente com os Demais Membros da Divindade Triúna; realmente Jesus teve e tem o direito de afirmar: “Antes que Abraão
existisse, “Eu Sou,” e, poderia com muita propriedade dizer, também: Antes que
Adão existisse, “Eu Sou,” antes que os anjos existissem, “Eu Sou,” antes
que a eternidade passada existisse, “Eu Sou,” porque Ele é o Pai da eternidade.
Na próxima lição estudaremos,
Jesus na eternidade passada após a pré-história desta eternidade e antes da
fundação do nosso mundo.
Verso
para memorizar: Note o
seguinte: Este “por meio Dele,” deste verso, soa melhor com as palavras: “Por
Ele,” segundo as traduções, Trinitaria, Brasileira, Monges Beneditinos e a
versão Almeida revista Corg. edição de l995. Este,
por meio Dele, somente tem respaldo na revelação divina em um contexto eterno,
se estiver condicionado ao Deus Unigênito existente após a pré-história da
eternidade, já dentro da história, a partir da criação do plano da redenção,
neste sentido, sim, o por meio Dele é cabível.
Note
o seguinte: Todas estas considerações e premissas apresentadas acima, quando
bem compreendidas, esclarecem todas as dificuldades existentes nesta matéria
sobre Cristologia, desde os tempos antigos antes da fundação do mundo, durante
a preexistência Deste Ser Eterno e Soberano do Universo, em se tratando de
declarações que aparentemente O colocam em grau de inferioridade relacionada
com Deus O Pai Celestial, desde a Sua pré-existência e durante a Sua existência
terrestre.
O
Deus Unigênito Eterno, Gerado. O Filho de Deus não foi gerado, como Tal,
antes da eternidade passada, mas sim, desde a eternidade. Antes da eternidade a
designação “Filho,” não seria apropriada e adequada para a Pessoa da Divindade
que Se fez Carne e habitou entre nós. Neste tempo ( antes
da eternidade ), milhões, bilhões, trilhões de anos antes no passado eterno,
não sabemos quanto, Esta Pessoa existia como Pessoa Divina absolutamente
Divina, tempo este no qual não se cogitava sobre a Sua nomeação ou geração como
Filho de Deus, e, muito menos, como Filho do Homem, nesta
época, esta Pessoa Divina ainda não tinha sido gerada, ou nomeada, como Tal. Veja estas palavras do dr.
Pedro Apolinário em sua apostila, “Testemunhas de Jeová e a Exegese, pág. 47:
“A Bíblia usa esta expressão figurada: No dia da entronização do rei ele era
gerado por Deus. Esta afirmativa tem sua prova quando o profeta Natã está
falando ao rei Davi sobre a futura coroação de seu filho em II Sam.7:14;: “Eu lhe serei Pai, e ele me será filho.”esta
mesma expressão é usada para Cristo em Heb. 1:5.
É somente dentro deste aspecto e a partir
deste contexto que podemos admitir uma época na eternidade passada em que o
Verbo Divino foi gerado. O antes da eternidade que estou focalizando, è,
portanto, uma época anterior ao tempo em que Esta Pessoa da Divindade ainda não
tinha sido investida, nomeada, como O Filho de Deus, o Centro do plano da
redenção e salvação de todo o Universo. Nesta época, o Pai, o Filho e o Espírito
Santo ( como conhecemos hoje ), viviam em plena
felicidade absoluta, sem se cogitar em mais pessoas para vierem no Universo.
Antes da eternidade, portanto, neste meu assunto, é referente a esta época no
passado e vida dos Senhores Soberanos que compõe a Divindade que por Sua vez Se
constituem o Deus único e Todo-Poderoso que governa este vasto e infinito
Universo. Estamos, portanto, viajando no
tempo passado da eternidade e encontrando-nos com os nossos Soberanos Senhores
da Divindade nesta época em que viviam absolutamente
despreocupados e na mais perfeita felicidade.
Parte
de domingo. Sua preexistência – o que significa para nós.
Perg. 01 – Esta preexistência está mais
para a Sua existência após a pré-história da eternidade já relacionada com o
plano da redenção feito antes da fundação do mundo e antes da criação dos anjos
e habitantes dos mundos não caídos um “pouco” depois da pré-história da
eternidade passada, quando a Divindade começou a dar os primeiros passos
descendentes a partir deste plano e dentro do contexto deste plano, e, neste
aspecto é que podemos entender expressões tais como: “Foi do agrado do Pai que Nele habitasse toda a plenitude da
Divindade;” ( Cl. 1:19;2:9 ), O Primogênito de toda a
criação ( Cl. 1:15;Heb. 1:6 ) etc; ver introdução deste comentário.
Parte
de segunda feira. O testemunho do Novo Testamento.
1 – João 3:13 – Note que as palavras, “está
no céu,” encontra-se entre colchetes na tradução Al.At., e, que nas traduções
da Bíblia de Jerusalém e do frei Mateus de 1982, não existem estas palavras;
este “está no Céu,” não deve ser entendido no sentido de Sua Onipresença,
porque em Sua vivência terrestre, Jesus não estava fazendo uso deste Seu
atributo.
2 – João 8:23 – Os de baixo, “O” de cima;
os deste mundo , e “O” que não é deste
mundo e os deste mundo; todos os grandes mestres e filósofos da história
passada e contemporânea, se bem que tenham sido e sejam bons mestres, foram e
são deste mundo, nenhum deles veio do Céu e possuem divindade preexistente e de
nenhum deles pode se dizer que tenham sido Deus e Criador do Universo. A
diferença é infinita.
3 – João 17:8,24
– Saí de Ti, antes da fundação do mundo – Este é o período da história da
eternidade passada após a pré-história desta eternidade, quando foi feito o
plano da redenção.
Parte
de terça feira. Aparentes contradições.
O
Monogenes = Único Gerado. O Deus Unigênito que está no seio do Pai
Celestial foi gerado desde a eternidade passada quando foi nomeado e empossado
como O Filho de Deus, e, também, quando foi gerado fisicamente no ventre de
Maria e Se tornou o Verbo encarnado ou Filho do Homem, nestes aspectos e
unicamente nestes aspectos,
é que Ele é Único e que, também, foi gerado, não existiu, não existe e jamais
existirá um caso igual a este, por isso Ele é Único, é Unigênito Gerado e,
também, O Primogênito porque este é o primeiro caso na história do Universo, o
primeiro e o último.
Parte
de quarta feira. A divindade de Cristo.
Note bem, existe a divindade de Cristo no
sentido de Sua preexistência, e existe, a Divindade-Cristo,
ou a Divindade Pessoa, no mesmo sentido em que o Pai Celestial é uma Divindade
e, que, também, o Espírito Santo, é uma Divindade, e, Esta Associação Destas
Três Pessoas divinas, Se constituem, O “Único” Deus que adoramos e que todo o
Universo adora. Se falarmos apenas na divindade de Cristo no sentido de Sua
preexistência, estaremos colocando-O na mesma categoria dos santos anjos e
arcanjos criados por Deus como seres “divinos.”
Perg. 05 –
1 – Mt. 3:3 –
Complemente este verso com Lc.1:76 da tradução Novo
Mundo das Testemunhas de Jeová, que diz o seguinte: “Mas quanto a ti, menino, serás chamado profeta do Altíssimo, pois irás
de antemão, na frente de Jeová, para
aprontar os Seus caminhos.” Note que esta é a Única tradução que aponta para Cristo como sendo
Jeová e, nos escritos do Novo Testamento, é, também, a única tradução na qual
aparece o Nome Jeová em toda a sua extensão e, neste aspecto, ela é insuspeita
porque a Sociedade Torre de Vigia não aceita que Jesus Cristo seja Deus Jeová;
para serem coerentes, deveriam aceitar, pelos menos, o que a sua própria Bíblia
ensina sobre a divindade de Cristo como sendo Jeová.
Parte
de quinta feira. E tem mais. ( E como tem ! ).
Associe
Heb. 1:8 com João 8:58 e mais estas palavras da
inspiração: “O Senhor precisa ser crido e servido como o Grande “Eu Sou,”e, nós
precisamos confiar Nele implicitamente.” Ver carta 119, 1895,6 e 8, citada em
Med. Mat de 1965 de Ellen White.
Perg. 06 - , itens
de a até o d – Notar a associação e relacionamento de igual para igual entre
Cristo e o Pai Celestial e mais estas passagens complementares em Apc. 1:8 e 22:13, que define a Pessoa de Cristo como Sendo Deus Todo
Poderoso e o Seu Trono.
Que
a Divindade-Cristo, e, a divindade de Cristo e Sua Humanidade, assim como o
Cristo Humano, seja para nós, a nossa certeza absoluta da nossa salvação agora
nesta história da eternidade contemporânea e na eternidade futura. Amém!
Por Gilson Nery B.
Costa. Espírito Santo do Pinhal.
E-mail gilnery@uol.com.br
Tel.19-3651-1987.
Estado de S.
Paulo.Brasil.
Classe Universitários