Lição 13.
Primeiro trimestre. 20 a 27 / 03 / 2010
Comentários de Gilson Nery
Esc. Sabatina.
A essência do caráter cristão
Sua Santidade, o Vigário, ou Substituto de Cristo aqui na
terra, ou seja, o Espírito Santo, é a Personificação
da perfeição de caráter, Ele não é uma essência, mas o Autor da essência do
caráter cristão o qual é concedido a todos que O recebem como Sua Santidade o
Vigário de Cristo em suas vidas. É a essência do caráter cristão que é concedida e não,
propriamente dito, o caráter, o caráter é construído pelos nossos esforços
unidos ao poder Deste Mesmo Espírito e a Graça de Cristo; ninguém herda um
caráter já prontinho sem precisar retoques, isto não é verdade, a inspiração
nos informa que “Deus nos dá os
talentos, e as faculdades mentais; nós formamos o caráter; é formado
por combates árduos e renhidos com o próprio eu.” Parab.
331:2.; todavia, existe um aspecto de vital
importância nesta questão que, também, precisa ser abordado, trata-se do
caráter imputado, digo melhor, o caráter imputado de Cristo quando é processada
a imputação da justiça de Cristo no pecador arrependido, este é considerado
como possuidor de um caráter perfeito, tão perfeito quanto o caráter de Cristo,
instantaneamente, sem nenhuma obra da parte do homem, nenhum esforço, nenhuma
luta, nenhum combate com o próprio eu; eu diria que este procedimento divino se
constitui a verdadeira essência do caráter cristão, e, esta essência, nós
recebemos para que possamos construir, empiricamente, este caráter que
adentrará a eternidade e, neste processo, o poder e a graça divina, estarão
unidos aos nossos esforços, nossas lutas e nossos combates, é na verdade, o
poder divino unido ao esforço humano, e, isso é o que significa justiça
comunicada, ou, caráter comunicado, ou ainda, santificação e adaptação ao Céu,
e , esta não é uma obra de um momento como ocorre no processo caráter imputado,
ou perfeição imputada, mas é uma obra ( obra sem méritos para a salvação ) que
prossegue por toda uma vida e adentra a eternidade. Assim é que a essência do caráter cristão é igual a imputação do caráter perfeito de Cristo no pecador que
ainda se encontra na estaca zero da carreira cristã e, neste estado “zero” ele
é considerado, por Deus como possuidor de um caráter tão perfeito quanto o de
Cristo sem possuir nada ainda deste Seu caráter; este é o fruto do Espírito
Santo, porque esta é a função Deste Espírito, ou seja, processar esta imputação
do caráter de Cristo e Sua justiça, no pecador que arrependido aceita a Pessoa
de Jesus Cristo como o seu Substituto e Único Penhor.
Verso para
memorizar: A “Ele” ou a “eles?” Ler com atenção estes versos
citados. O a Ele está no verso 28 que se refere a Cristo, o verso 27 é
referente aos santos mencionados no verso 26.
Cristo em vós ( nós ) a esperança
da glória. É somente pela presença permanente de Cristo em nossa vida que
chegaremos a glorificação final em um momento num
abrir e fechar de olhos. I Cor. 15:52; Fil. 3:20. Este
é o Cristo, em espírito dentro de nós, que não deve ser pregado, mas mantido em
nós e que Se fará em nós, justificação, santificação e glorificação. Amém!
Parte de
domingo. Buscar primeiro o reino de
Deus.
Perg. 01 – Quando as outras coisas estão em primeiro lugar em
nossa vida, o Reino de Deus esta fora de nós e nós fora deste reino; perder este
reino significa perder todo um futuro de riquezas eternas e felicidade
completa, é, na verdade um negócio de
imbecis, insensatos, idiotas e loucos, (Lc. 12:20).
Perg. 02 – Justiça, paz e alegria no Espírito Santo. Justiça de
Cristo, paz com Deus, alegria interior, Graça de Cristo, o perfume da presença
do Espírito Santo, o poder Deste Espírito, Seus dons espirituais, Seus talentos
naturais, uma igreja organizada com seus departamentos, eis o que é o reino da
Graça já existente entre nós, e, é neste reino que nós nos preparamos para
sermos glorificados para habitarmos com as Labaredas Eternas (
Isa. 33:14 ), no reino da Glória. Amem!
Buscar primeiro o
reino de Deus. Muitos são os que buscam o
reino de Deus, mas poucos são os que sabem o que é a Justiça deste reino;
existem dois aspectos nesta questão, primeiro aspecto é referente a justificação “através” da fé em Cristo, e, o segundo
aspecto é referente aos mandamentos da lei de Deus na vida dos justificados.
Quanto ao primeiro aspecto, a inspiração nos informa que não há um em cem que
compreenda devidamente este assunto, ( Ob. Evang. 298:1 ) e, observando as mensagens pregadas por
nosso povo, pode-se constatar que a situação não mudou agora em nossa época,
porque, não está sendo esta a mensagem central dos nossos púlpitos; a
inspiração, também afirma que as igrejas estão perecendo por falta de ensino
desta matéria, e, isto significa que a medida que a igreja cresce e floresce em
numero, se enfraquece em seu conteúdo de espiritualidade. Temos buscado o reino de Deus em
primeiro lugar, mas não estamos buscando a justiça deste reino, também, em
primeiro lugar, é verdade que temos falado em justificação “pela fé,” mas não
com o som de trombetas e a grande voz, como ela é apresentada nas mensagens
angélicas Apocalípticas, temos apenas cochichado este Evangelho e este assunto tão
vital para a humanidade e, também estamos defasado no que diz respeito da
velocidade com que deve pregado este assunto ( O vôo do anjo indica
velocidade); nós, infelizmente, temos pregado com grande voz, sobre a justiça
que Deus requer do homem e, esta não deve ser a mensagem central deste
Evangelho Eterno, A MENSAGEM CENTRAL DO
EVANGELHO ETERNO É A JUSTIÇA QUE DEUS
OFERECE AO HOMEM, OU SEJA, A JUSTIÇA DE
CRISTO SEM AS OBRAS DA LEI, É ISSO MESMO, SEM NENHUMA OBRA DA LEI,
APENAS AS OBRAS DE CRISTO, NO QUE DIZ
RESPEITO A IMPUTAÇÃO DA SUA JUSTIÇA EM NÓS E POR NÓS. É impossível se
manter no reino de Deus fervoroso na fé, por muito tempo, sem entender
devidamente este assunto da justiça imputada de Cristo e crermos realmente
nesta verdade presente; ninguém entrará no reino da Glória sem passar pelo
reino da Graça ou pelos méritos desta Graça que é Jesus Cristo e Sua justiça
imputada e comunicada. ´Salvo
algumas exceções, é no reino da graça, aqui neste mundo, que nós somos
justificados e santificados para sermos, no futuro, glorificados e podermos
adentrar a Cidade Eterna por suas portas pérolas. Amém!
Parte de segunda
feira. Outro fruto do Espírito.
I Tim. 6:11;
3:10; II Pd. 1:5-7. Fruto da luz; bondade;justiça,
verdade; piedade e virtude. Etc.
Perg. 03 – Note: Todos os Dez Mandamentos estão
relacionados com todas as virtudes, em seu espírito de vida, estes mandamentos são virtudes
divinas para a alma, note este texto bíblico: “A lei do Senhor é perfeita e
“refrigera” a alma.” Sl.
19:7.
Perg. 04 – O talento ou dom do discernimento,
é, também, um fruto do Espírito Santo, mas para que este dom esteja
devidamente identificado ele precisa ser aferido pela Palavra de Deus escrita
por inspiração Deste Mesmo Espírito.
Parte de terça
feira. Perseverança na fé.
A perseverança na fé que nos foi entregue como um dom de
Deus, depende do poder da Graça de Cristo aliado aos
nossos esforços em cultivar esta semente que foi semeada em nossa mente pelo
Espírito Santo.
Perg. 05 – Realmente a imputação da justiça de Cristo se
processa sem lei ou obras da lei, é um processo totalmente independente e
exclusivamente divino sem as obras humanas. Visto como Cristo se torna o Substituto
e Penhor do pecador arrependido, Deus pode ser Justo e ao mesmo tempo ser
Justificador do pecador que tem fé em Jesus Cristo.
Parte de quarta
feira. O desafio do mundo.
Perg. 06 – Quando a Bíblia fala do mundo como inimigo de Deus e
Seu povo, se refere, naturalmente, ao sistema de coisas implantado neste mundo
pelo deus deste séculos e que é contrario ao sistema
divino e Suas leis, Deus odeia este sistema e não as pessoas que vivem nele, a
estes Ele ama e quer salvar a todos.
Perg. 07 – Nós, como amigos de Deus, devemos
odiar, como Deus odeia, o secularismo implantado neste mundo e amar aos
componentes deste secularismo levando-lhes a mensagem do Evangelho Eterno de
salvação. Poderemos saber os sinais que indicam que o amor ao mundo substituiu
o amor a Deus, verificando as prioridades que temos em nossa vida; ausência de oração
particular e em conjunto; falta de tempo para a Palavra de Deus; ausência
freqüente às reuniões na igreja. Etc.
Parte de quinta
feira. Como cultivar o fruto do Espírito.
Observe estes passos apresentados nesta nota da lição e
acrescente mais um passo de vital importância, que sempre é olvidado e
negligenciado: Meditação! Note: Não me
refiro a meditação transcendental dos orientais com a
qual eles pretendem manipular um deus energia cósmica, não, mil vezes não! A
santa meditação recomendada na Palavra de Deus, nos leva
a Deus, não manipula Ele, não muda Ele, não traz Ele até nós, mas nos leva a
Ele por Ele Próprio, isto é, é Ele que muitos antes que nós fizéssemos alguma
coisas ou disséssemos alguma coisa, nos buscou, nos salvou e nos colocou em
condições de buscá-Lo em oração e meditação; esta meditação não concebe um deus
energia cósmica, mas sim O Deus Pessoa Criador e Mantenedor desta energia
cósmica; a meditação, disse alguém, é a digestão da oração e, o que é
meditação? Não significa estudar a Palavra de Deus, este estudo é essencial e
indispensável, mas este cansa e, se exagerado, pode até esgotar e estressar a
alma, ao passo que a meditação carrega
de energia divina, as baterias da alma e jamais será demais para ninguém; é
impossível exagerar na meditação a ponto de provocar um esgotamento ou stress. Os grandes vultos,
heróis e heroínas da fé viviam em santa meditação, oração e estudo da Palavra
de Deus e viveram a um passo da eternidade e do Criador da eternidade, e,
alguns até foram recolhidos em vida para esta eternidade.
Pág. 168 , em pergs.
p/ consideração, item 05 – Muitas pessoas que nunca
ouviram falar em Jesus, em suas sinceridades são tão fiéis a Deus como outros
que são profundos conhecedores do Evangelho e do Autor deste Evangelho, estas
pessoas estão mencionadas por Cristo em João 10:16 e Apc.
18:4; é a Graça de Cristo que as
alcançam e as fazem produzir o fruto do Espírito e, isto é assim, porque o Espírito
Santo trabalha com todos os seres humanos deste planeta, até mesmo pelos mais
bárbaros e grandes pecadores.
Item 06 – Está debaixo da lei significa está condenado por
esta lei; todos, sem exceção, nasceram debaixo, ou, sob a condenação da lei,
mas a solução divina para este problema crucial, é a
Cruz de Cristo e o Seu Santuário Celestial onde Ele morreu e intercede por nós
como Ministro deste Santuário em um ministério Sacerdotal e Sumo Sacerdotal com
Suas oração intercessorias e, também, pela operação
do Espírito Santo como nosso Intercessor entre nós e Jesus Cristo,
concedendo-nos o dom da fé para que por intermédio desta, possamos receber pelo
fruto Deste Mesmo Espírito, um novo nascimento ( João 3:3,5,8 ) e, assim
passarmos do estado de condenados pela lei eterna, para o estado de nenhuma
condenação desta mesma lei, porque agora vivemos em harmonia com esta lei pelo
poder da Sua Graça e os nossos esforços diligentes associados a este poder. Ver
Rom. 8:1,7,9;7:25; I João 3:4; Apc.
14:12. Etc. É neste aspecto que estamos “livres” da lei,
segundo Rom. 7:6 e 3:21, ou seja, livres da
condenação desta lei porque esta
condenação caiu sobre Jesus Cristo o nosso Substituto e Penhor, que nos
libertou para vivermos em harmonia com a lei. Amém!
Que
a justiça de Cristo esteja imputada em nós como a essência do caráter cristão
para que por esta essência, possamos, pelo poder da Graça e os nossos esforços
diligentes, formar empiricamente, o caráter que
adentrará a eternidade. Amém!
or Gilson Nery B.
Costa. Espírito Santo do Pinhal.
E-mail gilnery@uol.com.br
Tel.19-3651-1987.
Estado de S.
Paulo.Brasil.
Classe Universitários